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Acabamento de cordeiros em confinamento   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
22 01 2005

Consiste na seleção e no confinamento de animais jovens (cordeiros), com vistas a prepara-los para o abate, num curto espaço de tempo.

Esta tecnologia permite a produção de carcaças de boa qualidade na época de, razão pela qual tem causado boas expectativas ao longo da cadeia produtiva.

 

Vantagens.

  • Reduz a idade de abate de 10 a 12 meses para cinco a seis meses;
  • Disponibiliza a forragem das pastagens para as demais categorias animais do rebanho;
  • Agiliza o retorno do capital aplicado;
  • Permite a produção de carne de boa qualidade, também na época de carência alimentar;
  • Resulta na produção de pele de primeira categoria;
  • Assegura mercado para os produtos carne e pele;
  • Resulta em aumento da produtividade e renda da propriedade.

 

Abrangência.

 

Esta prática pode ser utilizada em todas as regiões do País. No Nordeste brasileiro, ela é especificamente recomendada para as áreas semi-áridas, notadamente durante a época seca, onde se observa uma grande carência de forragem nas pastagens. Para outras regiões do país, onde a preocupação com as helmintoses gastrintestinais são muito maiores, o confinamento poderá ser realizado em qualquer época do ano.

 

A Decisão de Confinar.

 

A economicidade do confinamento de cordeiros e cabritos está diretamente relacionada com a precocidade de acabamento dos animais e inversamente relacionada com o tempo de confinamento. Outros fatores de grande importância são a qualidade e o custo da alimentação. Portanto, na implementação desta prática é importante conciliar estes fatores, com vistas ao seu sucesso econômico.

 

Instalações.

 

As instalações devem ser simples e de baixo custo, constituídas, basicamente, de curral, comedouros, bebedouros e saleiros. O curral poderá ter piso de "chão batido" ou cimentado na área coberta. No segundo caso, sempre que possível, é recomendável fazer uso de camas na parte cimentada. A área total do curral deve ser de três a quatro metros e desta, cerca de 0,8 m/animal deve ser coberta. Os comedouros e os bebedouros devem ser localizados de forma a permitir o acesso do animal somente para comer e beber, além de facilitar sua higienização e abastecimento. É importante também que existam divisões internas para separação dos animais por tamanho corporal.

 

Seleção dos Animais.

 

A condição saudável dos animais é o critério básico para o confinamento. Portanto, confinar somente animais sadios. Outras características importantes são a idade e o peso do animal, que devem situar-se entre 70 e 90 dias de idade com, no mínimo, 15Kg de peso vivo. No entanto, em tratando-se de animais de elevada precocidade estes podem entrar no confinamento mais jovens. Machos e fêmeas podem ser confinados. Ressalte-se que o ganho de peso das fêmeas é menor que o do macho. Não há necessidade de castrar os machos, uma vez que serão abatidos em idade precoce. É importante lembrar que animais inteiros (não castrado) apresentam ganho de peso superior ao castrado.

 

Cuidados Sanitários.

 

Considerando o curto período de tempo do confinamento e, em especial no semi-árido do Nordeste brasileiro, onde a umidade do ambiente é muito baixa, somente dois aspectos merecem especial atenção:

O primeiro refere-se a higienização das instalações (limpeza), que deve restringir-se à retirada periódica das fezes. Caso faça uso de cama, recomenda-se substituí-la sempre que se observar maiores teores de umidade.

O segundo diz respeito à vermifugação de todos os animais ao início do confinamento, no sentido de torná-los "isentos" de parasitas gastrintestinais. Todavia, quando houver histórico de clostridioses na região, os animais devem ser vacinados contra clostridiose, antes de iniciar o confinamento.

 

Duração do Confinamento.

 

A duração do confinamento é um fator de elevação do custo desta prática. Portanto, quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade do negócio. Assim, o confinamento deverá ser de, no máximo, 70 dias.

 

Alimentação dos Cordeiros.

 

A alimentação é responsável por cerca de 70% dos custos de produção de animais em confinamento. Ressalte-se que o concentrado é o principal responsável por este fato. Portanto, o tipo e a qualidade do volumoso são de fundamental importância na economicidade da prática, por determinar a quantidade e a formulação do concentrado a ser utilizado. Na medida do possível, deve-se dar preferência a ingredientes produzidos na própria propriedade.

Os resíduos agro-industriais são de grande importância na redução dos custos, especialmente se a propriedade situa-se próxima à fonte produtora. As opções são numerosas, das quais se destacam: resíduo de panificação, polpa cítrica, pedúnculo ou bagaço de caju desidratado, dentre outros.

 

Influência do Confinamento na Qualidade da Carne.

 

A maciez, a suculência, a cor, o odor, e o sabor da carne caprina e ovina são atributos que estão diretamente relacionados com a satisfação do consumidor. Considerando que cordeiros terminados em confinamento são abatidos em idade precoce (cinco a seis meses), sua carne ainda apresenta todas características organolépticas e sensoriais desejáveis numa carne de elevada qualidade.

 

Aspectos Econômicos.

 

A eficiência econômica da prática da terminação de cordeiros é fortemente relacionada à velocidade de crescimento dos animais, à duração do confinamento, à idade e peso ao início do confinamento e ao custo de alimentação dos animais. Assim, conciliar este fatore é importante para o sucesso desta atividade.

No Nordeste brasileiro, estes fatores não são tão favoráveis como em regiões de clima mais ameno, onde o material genético apresenta maior potencial para ganho de peso e as forrageiras são menos lignificadas, favorecendo um maior consumo de matéria seca e uma melhor resposta ao desempenho dos animais. Todavia, o Nordeste do Brasil reúne condições para a produção de uma grande diversidade de forragens e grãos além de dispõe de grupos genéticos que, por apresentar uma carne com reduzido teor de gordura, tem a preferência do mercado consumidor.

No semi-árido, dois outros pontos merecem destaque para a economicidade da terminação de cordeiros: o primeiro diz respeito ao favorecimento da produção de peles de primeira qualidade e de boa cotação nos mercados interno e externo. O segundo, refere-se ao fato de ser possível ofertar cordeiros com carcaça de boa qualidade, em plena época de carência alimentar nas pastagens, ampliando-se as oportunidades de negócio e, consequentemente, criando-se mais condições para barganhar por preços mais compensadores.

 


Fonte: Embrapa Caprinos-Sobral-Ceará/Nelson Nogueira Barros.

 


 
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