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Prevenção de Doenças na Produção de Ovinos e Caprinos   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
05 01 2008
Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores de ovinos e caprinos é a não utilização das práticas de manejo sanitário. Isto implica no aparecimento de doenças.                            

Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores de ovinos e caprinos é a não utilização das práticas de manejo sanitário. Isto implica no aparecimento de doenças. A prevenção é o meio mais econômico, pois os tratamentos curativos implicam em gastos com medicamentos, honorários profissionais e, nem sempre garantem a sobrevivência do animal ou a manutenção da sua produtividade. Para sua avaliação, apresentamos uma estimativa de custo com o tratamento e a mão-de-obra de um animal acometido de pododermatite (podridão do casco) na região norte do Estado do Ceará: considerando a média de peso vivo do animal de 30 kg, o período utilizado ao dia por 15 minutos para a prática sanitária de limpeza e higienização do casco e aplicação de medicamentos, durante 7 dias, custa em torno de R$ 3,80.

O manejo sanitário abrange uma ampla gama de práticas sanitárias adotadas na propriedade. O técnico e o produtor, antes de tudo, deverão estar adiante das enfermidades, adotando programas rigorosos de limpeza, higiene e um plano de profilaxia preventiva na propriedade, de acordo com os problemas identificados em cada região. Várias medidas sanitárias poderão ser tomadas com o objetivo de minimizar as condições ambientais adversas, permitindo a saúde do animal e/ou do rebanho, bem como a viabilidade da exploração. As soluções para manter a saúde dos animais não são fáceis, pois envolvem um complexo de causas, desde a questão do ambiente, de manejo, dos animais, até o apoio técnico e laboratorial.

A prevenção das enfermidades na produção de ovinos e caprinos deve estar em consonância com o manejo sanitário, integrado de forma geral para o rebanho e específico para cada categoria animal: cria, recria, matrizes e reprodutores. Consiste na ação antecipada do produtor, o uso de boas práticas sanitárias, visando impedir ou diminuir a disseminação das doenças, evitando as despesas com o tratamento dos animais enfermos.

O manejo sanitário aborda, principalmente, cuidados na construção, adaptação, manutenção, funcionalidade e higiene das instalações, plano de alimentação e nutrição, vacinações e vermifugações, objetivando minimizar a incidência de doenças, promovendo assim a saúde do rebanho. O manejo sanitário específico está relacionado aos cuidados que devem ser dispensados a cada categoria animal. Com a adoção dessas práticas sanitárias, espera-se diminuir os índices de morbidade e mortalidade, e elevar as taxas de natalidade e prolificidade, aumentando a eficiência produtiva e reprodutiva do rebanho.

O correto manejo sanitário do rebanho implica também na capacitação dos técnicos e manejadores envolvidos com o negócio, considerando a gestão do sistema de produção, as categorias de animais existentes e a ambiência animal. Outro aspecto importante é a assistência técnica, indispensável na implantação e monitoramento das práticas sanitárias, com o objetivo de se antecipar ao diagnóstico e ao tratamento de possíveis problemas. As tecnologias desenvolvidas pela pesquisa devem ser aplicadas na criação, objetivando melhoria na produção para a comercialização dos animais e/ou seus produtos com qualidade. A saúde dos ovinos e caprinos na propriedade deve estar associada, também, à aquisição de animais de bom potencial genético, oriundos de proprietários idôneos e procedentes de regiões sem problemas sanitários importantes.

O plano de vacinações deverá seguir a legislação vigente orientada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e ás doenças endêmicas na região. É importante frisar que as instituições oficiais de agropecuária podem contribuir quanto a informações sobre as vacinas que devem ser utilizadas na região ou município. O calendário de vermifugação visa o controle das doenças parasitárias, através da utilização de drogas anti-helmínticas e de medidas de manejo que auxiliem na redução da contaminação ambiental e, consequentemente, nas infecções dos animais.

A prevenção das doenças nos ovinos e caprinos é condição fundamental na criação para que se possa prover.


Fonte: Site Accoba - Francisco Selmo Fernandes Alves - Médico Veterinário, PhD - CRMV/CE 0573 - Pesquisador, Embrapa Caprinos.

 
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