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Pasto de Qualidade: Um Grande Diferencial na Boa Criação   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
09 12 2007
Na pecuária de pequenos e grandes ruminantes, uma boa criação começa com um bom pasto. Quem cria animais que dependem, em grande parte, de uma boa oferta de volumoso, sabe que é a partir dele que se realiza toda a base para um bom sistema de manejo, seja ele sanitário, reprodutivo ou alimentar.
Um bom pasto valoriza o trabalho de criação e a propriedade.

Se o ditado diz: “dinheiro não nasce em árvore”, para um bom criador dinheiro nasce até no chão... isso se pensarmos num pasto bem cuidado, bem conservado e de boa qualidade nutricional.

Segundo o Ministério da Agricultura, a área de pastagem com espécies cultivadas no Brasil está em torno de 115 milhões de hectares, destacando-se nesta categoria, a predominância de capim Brachiaria, enquanto a área com pastagem nativa é de 144 milhões, onde predominam centenas de espécies originais.

Anualmente o cultivo de pastagens gira em torno de 5,5 milhões de hectares, seja na formação ou renovação do pasto. Estas áreas abrigam cerca de 190 milhões de bovinos, 19 milhões de ovinos, 11 milhões de caprinos, 10 milhões de eqüinos, 2 milhões de muares, 1,3 milhões de asininos e 1,5 milhões de bubalinos etc. Isto confere ao Brasil a condição de um dos maiores países do mundo em áreas de pasto. A maioria destas áreas, no entanto, está aquém de seu potencial de aproveitamento, pois sofre com a não observância de critérios técnicos para sua utilização. O uso generalizado do fogo como meio de manejo de pastagens, o desmatamento mecânico e/ou químico, a falta de critérios de nivelamento de solo, os processos de erosão, o super-pastejo, a falta de proteção vegetal às nascentes, e muitos outros detalhes, tem sido responsáveis por graves prejuízos para os produtores rurais brasileiros.


Qual é a sua realidade ?

Investir no pasto é tão importante como investir em qualquer outra atividade dentro da criação, e mais uma vez, a observação de critérios técnicos é o segredo, pois o custo de refazer um trabalho mal conduzido nesta área é muito alto.

A extensão continental do nosso país e sua biodiversidade, impedem qualquer padronização de pastagens e sistema de trabalho. “Cada caso é um caso”, como explica o engenheiro agrônomo Lorenzo Dias Junqueira, da empresa Marangatu, alertando que nem sempre o que é bom para uma propriedade funciona bem para outra. “Não existem fórmulas para trabalhar com pastagem. Cada localidade tem suas características próprias, e por isso, este tema tem que ser tratado com profissionalismo”, explica o profissional. No entanto, alguns conceitos gerais se aplicam em todas as regiões. Outra constatação que está ficando cada vez mais clara é a de que, produtor tecnificado é aquele que investe na qualidade do pasto. “O que tenho percebido é que nos últimos dois anos aumentou, e muito, a preocupação dos produtores nesta área... e agora que o mercado está aquecido os investimentos voltaram com força”, completa Lorenzo.

No segmento de caprinos e ovinos a demanda é alta há bastante tempo. Os criadores despertaram para a realidade de que podem produzir mais no mesmo espaço, apenas investindo no pasto e nas cultivares específicas para pequenos ruminantes, com altura menor. Também valem destacar os pastos nativos mais baixos, e o uso de espécies específicas, algumas híbridas e/ou estrangeiras, de maior desempenho, como o Tifton, o Coast-Cross, ou o Flora Kirk, além de diversas leguminosas, que reduzem os custos de adubação devido à fixação de nitrogênio no solo, permitindo ampliar a rotatividade do rebanho nos pasto, proporcionando mais rendimento ao produtor.

Renata Maschietto, engenheira agrônoma da Sementes JC Maschietto, também confirma a nova tendência de crescimento para este setor. "A procura por espécies mais adaptadas para caprinos e ovinos tem crescido bastante, e por isso é preciso atenção para oferecer orientações técnicas precisas para que os caprinovinocultores formem seus pastos com total qualidade", esclarece.

O uso de sistemas de irrigação também colabora muito neste processo, como explica Paulo Crescente, da Cia. do Campo, empresa especializada na gramínea Flora Kirk e em projetos de irrigação: “um projeto bem conduzido, associando espécies de maior palatabilidade e produtividade, permitem rotacionar com mais rapidez uma determinada área e ampliar a quantidade de animais numa mesma propriedade”, afirma.

Alguns outros pontos são importantes mencionar, como as cercas elétricas, que ajudam a melhorar o aproveitamento da pastagem, propiciando faixas de pastejos mais eficientes para o rebanho, e o investimento em máquinas, como roçadeiras e implementos específicos, que tornam o trabalho menos cansativo e custoso em termos de mão-de-obra.

Outro ponto importante é o uso de equipamentos para a produção de feno, pois muitas vezes esta ação gera mais resultados que o pastejo direto, devido à proteção que se faz ao rebanho da contaminação por helmintos, e pelo fato do pasto poder ser cortado com dia e hora certa, o que favorece sua recuperação. Um pasto exige um grau de preocupação equivalente a qualquer outra atividade de plantio, a diferença é que ele se torna uma reserva extrativa que dependerá do seu uso pelo rebanho para que sua qualidade se mantenha. Ou seja, ele tem que ser feito e pensado para ter e manter o rebanho de forma consistente. “Um dos cuidados que o criador deve ter no pasto é com a altura de entrada e a de saída dos animais, ou do corte para o processamento. Se entrar depois do ponto, o pasto perde palatabilidade. Se antes, o desempenho e manutenção das gramíneas podem ser prejudicados”, esclarece o engenheiro agrônomo Pedro Henrique Lorençoni, da Matsuda, especialista na área.

Um bom pasto requer investimento, a princípio, mas se ele for bem programado, resultará em lucros permanentes e na valorização da propriedade, que é o principal patrimônio de um produtor. “Um bom pasto influencia muito no preço de uma propriedade, seja para compra, venda ou arrendamento, pois o novo usuário vai encontrar o local já preparado para receber o rebanho”, esclarece o corretor imobiliário José Roberto Alves Ribeiro, que atua com propriedades rurais.


Acompanhe abaixo o passo a passo para produzir uma pastagem de qualidade:

O engenheiro agrônomo Paulo Henrique Lorençoni elaborou um roteiro com orientações que podem ampliar ou otimizar o rendimento da pastagem de uma determinada área. Essas dicas podem (e devem) ser seguidas em qualquer circunstância. É claro que um bom manejo da pastagem depende de muitos outros fatores, e a ajuda de um profissional capacitado é indispensável para o sucesso do empreendimento:

1 – Realizar uma análise de solo bem feita: nada pode ser feito sem este procedimento, pois a partir do estudo da composição química e física do solo será possível definir que tipo de correção deverá ser realizada para que seja possível um plantio bem sucedido.

2 – Reformar ou recuperar ? A análise do solo, adicionada de um cálculo de custo X benefício, irão decidir o que é viável fazer na área. Aí entram inclusive custos de obras de engenharia, como o nivelamento do solo e a correção de erosões e proteção de mananciais, que são obras mais custosas, mas que devem ser programadas para se pagarem no médio prazo.

3 – Estruturar um projeto: não é interessante realizar ações pontuais, pois uma pastagem bem planejada envolve uma série grande e coordenada de ações. Um ponto fundamental é definir que tipo de manejo será possível para a área, se ele será rotacionável ou não, se é aplicável um sistema “voisin”, se será produzido feno, enfim... como ele entrará na estrutura produtiva, quais serão as cultivares adotadas e se será possível utilizar um sistema de irrigação.

4 – Fase operacional: consiste nas ações de preparação e conservação do solo, adubação e plantio das mudas ou das sementes. É importante dar atenção especial à erradicação de outras espécies indesejadas. Esta é a fase mais trabalhosa, e onde os custos podem ser elevados.

5 – Fase de utilização: é necessário respeitar a capacidade de lotação do pasto, e as alturas de entrada e saída dos lotes. Também é importante realizar a manutenção periódica do terreno e da área verde disponível, pois o pasto interage de forma muito efetiva com o rebanho.


TIPOS DE PASTAGENS:

Conheça as características de algumas gramíneas muito usadas no Brasil...


BRACHIARIA HUMIDICOLA - CV. HUMIDÍCOLA

Esta variedade possui como característica muito particular, uma lenta germinação inicial de suas sementes. Isto faz com que se tenha um estabelecimento lento do pasto. Recomenda-se, em alguns casos, o plantio misturado com outra variedade de germinação mais rápida. Resistente à cigarrinha (serve como hospedeira). Indicado para solos de baixa fertilidade e com problemas de umidade.



BRACHIARIA DECUMBENS - CV. BASILISK

Indicado para solos medianamente fracos, a medianamente férteis, e bem drenados. Susceptível à cigarrinha. As cigarrinhas causam problemas até aproximadamente, 700 - 800 metros de altitude. Proteção do solo (contra erosão). Formação rápida. Indicado para áreas declivosas. Pode causar fotossensibilidade em animais mais jovens.



BRACHIARIA BRIZANTHA - CV. MARANDÚ

Indicado para solos medianamente férteis e sem problemas de umidade. Resistente à cigarrinha. Responde bem a adubação em manejos sob piquetes.



BRACHIARIA BRIZANTHA - CV. XARAÉS

Resistente à cigarrinha. Indicado para solos medianamente férteis e sem problemas de umidade. Tem uma floração mais tardia que a cultivar Brachiaria brizantha cv. Marandú, o que lhe confere um maior período com melhor qualidade de forragem. Maior taxa de rebrota.



BRACHIARIA BRIZANTHA - CV. PIATÃ

Maior resistência à cigarrinha do que a cv. Xaraés. Possui rebrota mais rápida, maior acúmulo de folhas e maior tolerância a solos úmidos que a cv. Marandú, oferecendo produção de melhor qualidade de forragem. Florescimento em fevereiro.



PANICUM MAXIMUM - CV. MASSAI

Resistente à cigarrinha. Indicados para solos férteis e sem problemas de umidade. Requer cuidados maiores de manejo que outros panicuns, em especial o de evitar sobras de pasto pela diminuição considerável de sua palatabilidade (sabor), quando as plantas ficam velhas. Apresenta alta produção de folhas e boa cobertura do solo. Muito utilizado na criação de eqüinos e caprinos.



PANICUM MAXIMUM - CV. MOMBAÇA

Resistente à cigarrinha. Indicado para solos de alta fertilidade sem problemas de umidade. Apresenta elevada produção sob adubação intensiva e alto valor alimentício.


PANICUM MAXIMUM - CV. ARUANA

Indicado para solos de alta fertilidade. Excelente para dieta de bezerros após desmame. Boa utilização para Eqüinos e Caprinos. Tolerante à cigarrinha. A arquitetura foliar ereta e aberta, típica das forragens cespitosas (em touceiras), propicia uma maior incidência de radiação solar e maior ventilação dentro do perfil da pastagem. Isso força a migração das larvas para a base do capim logo às primeiras horas da manhã, após a secagem do orvalho, favorecendo o controle da verminose.



PANICUM MAXIMUM - CV. TANZÂNIA

Resistente à cigarrinha. Indicado para solos de alta fertilidade sem problemas de umidade. Rebrota rápida. Não é recomendado para áreas declivosas.



S. CAPITATA E S. MACROCEPHALA - CV. CAMPO GRANDE

Leguminosa indicada para solos médios e baixos, e para consorciamento com gramíneas Decumbens e Brizantha. Ciclo Perene. Fornecimento de N de 75 a 150 kg/ha/ano. Alta taxa de ressemeadura natural.


Fonte: Jornal Cabra & Ovelha - ANO II - EDIÇÃO 22 - SETEMBRO - 2007.

 
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