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Vacinação: Uma Questão Séria e Estratégica   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
09 12 2007
Dentro de uma estrutura de criação e ovinos e caprinos, o manejo vacinal é de extrema importância para a manutenção de um rebanho lucrativo e saudável.
Todos os criadores devem estar cientes de que o sucesso na caprinovinocultura exige a sanidade e que ela deve ser ardorosamente buscada, pois a boa sanidade de um rebanho gera reflexos em toda a cadeia. Os recentes casos ocorridos aqui no Brasil, de Febre Aftosa envolvendo gado bovino, e da doença de Newcastle, envolvendo as aves, que travaram uma série de acordos comerciais aqui e no exterior, com prejuízos enormes para os produtores afetados, devem servir de exemplo para o segmento de pequenos ruminantes. “Sem sanidade nada vai funcionar na ovinocaprinocultura”, assegura o médico veterinário Otávio Diniz, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Caprinos e Ovinos - PESCO, do governo de São Paulo, e um ardoroso defensor da causa da sanidade no rebanho nacional.

Só para ilustrar a importância do tema, se for constatado um foco infeccioso que ponha em risco o rebanho de uma determinada região, as autoridades sanitárias podem determinar o abate do rebanho de forma compulsória, sem possibilidade de questionamento pelo proprietário dos animais, e em alguns casos, sem direito a ressarcimento, a não ser através da justiça. Resumindo: sanidade e vacinação é coisa séria !!!

Um bom trabalho de vacinação começa antes da aplicação da vacina propriamente dita, e seu sucesso depende de ações que devem ser tomadas bem antes da compra de qualquer insumo. Um bom manejo vacinal permite maximizar a produtividade de um rebanho, mas isso só ocorre como conseqüência do equilíbrio do trinômio: genética, nutrição e sanidade - e tudo isso dentro de um sistema de controle de cada animal individualmente

Saiba os principais pontos que determinam o sucesso de um manejo vacinal bem feito e programe-se para que sua propriedade seja uma campeã de saúde...

Aqui vai um alerta: gerenciar um rebanho é um trabalho que envolve um mínimo de organização, como em qualquer outro negócio. Se o criador não contar com um sistema e um calendário de trabalho bem definido, provavelmente irá passar boa parte de seu tempo “apagando incêndios”, ou melhor, “resolvendo encrencas”... e o que é pior, PERDENDO TEMPO e DINHEIRO !!!

Conforme explica o veterinário Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues, pesquisador da UPD de Itapetininga/SP (APTA), “o manejo vacinal envolve uma série de ações, que vão da escrituração zootécnica do rebanho, até a educação sanitária dos funcionários da propriedade. E requer animais bem nutridos e bem instalados”, explica. “É importante que o criador se cerque de todos os cuidados com o material que será utilizado e tenha apoio técnico competente para ter um resultado adequado”, completa.


A estrutura geral da propriedade: o fator mais importante...

Trabalhando dentro do conceito de prevenção e cura, e da necessidade de, sempre que possível, trabalhar em cadeia, o criador deve realizar ações preventivas dentro do seu rebanho, realizando-as junto com outros criadores de sua região, mesmo que não existam núcleos ou grupos de produção instituídos, uma vez que uma doença que está presente na sua propriedade pode ser transmitida para a do seu vizinho, ou ter sido “enviada” da propriedade dele para a sua. Um trabalho bem feito de sanidade requer parceria, companheirismo e comprometimento.

Estas ações preventivas são nada mais, nada menos, do que a adequação da estrutura sanitária da propriedade a padrões mínimos de qualidade, pois conforme afirma Fernando Gottardi, criador com décadas de experiência em ovinos: “o ovino é um animal limpo, e não convive bem com sujeira”. Esta etapa envolve adaptações ou mudanças nos apriscos, cochos e instalações gerais, disposição de esterco, pedilúvio para prevenção de contaminações diversas e contra problemas de podridão nos cascos, descarte de animais mortos na propriedade, sanidade do pasto (isso envolve também a retirada de animais mortos no pasto que possam contaminar nascentes e poços, e sua correta deposição), disponibilidade de água limpa, e pequenos detalhes para evitar que se formem focos infecciosos.

Nesta etapa, investir na educação sanitária dos funcionários também é necessário, pois o próprio tratador, ou até o dono dos animais, sem os devidos cuidados, podem se tornar vetores de contágio.


A nutrição também tem papel importante...

A nutrição adequada do rebanho é outro pré-requisito para um bom manejo vacinal, pois ela, em geral, somente funciona se o rebanho estiver em boas condições de saúde, fato que só ocorre com uma alimentação de qualidade. Aí entramos numa área essencial: boa nutrição não significa nutrição em excesso. Muitos criadores novos e muitos tratadores desinformados, confundem estes dois conceitos e fornecem alimento além do necessário aos animais, e este é um fato que, além de pesar no bolso do criador no final do mês, pode acarretar uma série de problemas com o rúmen e até a contaminação do rebanho, devido a alimentos contaminados por fungos por causa do excesso de tempo nos cochos.


O papel da genética...

Outra ação preventiva fundamental se refere à genética, na busca e na opção pela aquisição de material testado contra as principais doenças e no descarte, pelo menos o reprodutivo, de animais previamente identificados com doenças. As centrais genéticas têm grande responsabilidade para prevenir contágios neste tipo de trabalho e o criador deve exigir um material certificado e de qualidade. “É importante que o criador adquira sêmen ou embriões que tenham sido testados, pois caso contrário, ao invés de genética, ele estará adquirindo uma série de doenças que podem causar danos enormes ao rebanho”, explica o veterinário Marcelo Rancoletta, da Central genética Top in Life.


A vacinação propriamente dita...

Após terem sido tomados os devidos cuidados com os itens mencionados, chega a etapa de vacinação do rebanho. O curioso é que, neste momento, se os detalhes anteriores forem efetivamente gerenciados, muitas vacinas nem são mais necessárias, pois muitas doenças já estarão bem longe do rebanho.

A decisão sobre a vacinação de um rebanho, ou de uma parcela dele, deve ser feita de forma técnica a partir do profissional veterinário que vai indicar ou não esta ação, de acordo com a prevalência epidemiológica (o tipo de doenças e a quantidade de animais infectados) da região em que o rebanho se encontra. Há casos onde a vacinação é preventiva e outros em que ela é feita para controlar e reduzir surtos específicos. Importante nesta etapa é que o número de animais a ser vacinado, a dose que deve ser ministrada e, principalmente, as ações de reforço vacinal, sejam feitas a risca, e segundo um planejamento rigoroso.

A presença de um veterinário em todo o tipo de intervenção na fazenda é uma ação inviável para muitos criadores, portanto, se puder, reúna grupos ou núcleos de criadores para dividir os custos do serviço. É possível realizar o treinamento dos tratadores para que eles façam aplicações posteriores e procedimentos mais simples, que não exijam a presença de um médico veterinário. Isto também reduz custos.

A vacinação em si, ou seja, a ação de recolhimento e aplicação do medicamento ou da vacina, deve seguir um roteiro no qual se deve ao máximo evitar que o animal seja exposto a um stress acima do suportável, pois os ovinos e os caprinos, muitas vezes, apresentam problemas devido à má execução desta etapa, e os proprietários chegam a culpar a vacina por um aborto numa fêmea, ou a morte de um cordeiro, por exemplo.

Uma boa estrutura conta muito a favor de um trabalho bem feito nesta etapa. Troncos tombadores, tronquinhos, cercados especiais, ou seja, instalações adequadas são muito importantes para que o tratador não tenha que pegar um animal de forma brusca sujeitando ele a riscos desnecessários.

Nada mais útil na hora de vacinar do que agregar outras tarefas de inspeção e cuidados com o rebanho (vermifugação, pesagem, exame corporal etc) para reduzir ao máximo o risco de causar sofrimento aos animais.

A aplicação é outro fator de risco. Deve-se evitar as áreas nobres dos animais, como a paleta e o pernil, e também é necessário que a dose seja dada corretamente, na medida certa e no local certo. Animais lanados e não tosados podem receber uma bela injeção na lã, injeções subcutâneas (sob a pele) podem ir parar num músculo e vice-versa. Portanto, fique atento !!!

Outro aspecto importante é o controle dos abcessos, as feridas que podem decorrer da perfuração da agulha. Uma vacina mal aplicada pode gerar uma ferida, que depois gera uma miíase (bicheira), que se não for percebida a tempo, pode inutilizar e causar graves sofrimentos aos animais.

O material a ser injetado deve ser cercado do máximo cuidado. Não são raras as situações em que se gastou muito dinheiro numa vacina que gerou 0% de resultado, devido ao gelo do isopor que derreteu, ou a geladeira que descongelou por falha na geração de energia elétrica – comum nas áreas rurais.

No caso do uso de vacinas e seringas, a questão do custo benefício deve ser muito bem ponderada. Vale a pena reutilizar estes materiais para um rebanho? Seus funcionários irão esterilizar corretamente o material?

O veterinário Carlos Rodrigues, apesar de reconhecer que em certos casos é possível reaproveitar seringas e até agulhas, diz que na maioria dos casos, esta operação traz mais riscos do que certezas. “Há o risco do contágio do funcionário por meio de agulhas e a possibilidade da seringa ficar mal esterilizada”, esclarece.

Ao termino das vacinações e após as doses de reforço, o material utilizado deve ser corretamente armazenado e descartado. Para isso existem as regras e as orientações legais.

A vacinação em si, como pudemos avaliar, requer uma série de ações, que via de regra, custam dinheiro. Exagerar nas vacinas ou vacinar de menos, podem ser situações problemáticas, e mesmo com a vacina, algumas doenças podem atacar o rebanho, pois em certos agentes ativos, a eficácia é de 70% e mesmo vacinado, um animal pode não se tornar imune. Finalizando, é melhor trabalhar com a vacina, desde que seja identificada sua necessidade - pois nem todas são obrigatórias - do que correr o risco de uma epidemia.


DICAS IMPORTANTES

1 - Tenha em mente que o principal cartão de visitas de seu rebanho e de sua reputação como bom criador, deriva da saúde de seus animais.

2 - Tenha o registro zootécnico dos animais de sua propriedade, e anote todas as ações realizadas. Mesmo que seja num simples caderno, já é o suficiente.

3 - Cuide para que a vacina seja guardada respeitando as temperaturas máximas e mínimas indicadas pelo fabricante. Evite o aquecimento ou o resfriamento além dos limites, para que o agente inoculado não perca a sua eficácia.

4 - Adquira vacinas de fabricantes e revendedores idôneos. O preço de uma dose de vacina não deve ser o fator decisivo na escolha do produto. Composição, qualidade e conservação são muito mais importantes do que o preço na seleção de uma boa vacina. Em muitas doenças basta evitar a morte de um animal na propriedade para evitar pagar a vacinação de várias centenas deles.

6 - Verificar se todos os animais estão sendo vacinados. Conferir o número de animais vacinados e verificar se coincide com o número de animais registrados no lote. Respeitar a dose, via de aplicação e programa de vacinação.

7 - As vacinas devem ser aplicadas sempre antes do aparecimento da respectiva doença, e não durante a ocorrência do surto no rebanho: após a aplicação da vacina, o organismo precisa de um certo tempo para poder produzir os anticorpos que o vão proteger contra determinada doença. Durante esse "período negativo de imunidade", o animal, embora vacinado, não está protegido contra os agentes causadores da doença.

8 - Não vacinar animais doentes ou estressados, parasitados ou desnutridos. Isso prejudica sua capacidade de desenvolver uma resposta imunitária adequada aos componentes da vacina.

9 - Evitar, se possível, o estresse do transporte, desmame ou mistura de lotes, simultaneamente com a aplicação da vacina. Imunizar os ovinos de preferência nos horários mais frescos do dia. Aplicar a vacina com tranqüilidade, sem a preocupação de bater recordes de animais vacinados por hora.

10 - Agitar o frasco antes de usar. Não guardar frascos com vacina já usada - uma vez abertos, utilizar todo o conteúdo. Sobras de vacinas não utilizadas devem ser destruídas. Quando retiramos a vacina para colocar na seringa, normalmente introduzimos contaminantes. Assim, quando se estoca uma vacina já aberta, ela pode ter seu poder de proteção reduzido e provocar abscessos nos animais vacinados.

11 - Antes de aplicar a vacina, verificar se a agulha é a indicada e se a seringa está calibrada para o volume da dose, tomando precauções para evitar bolhas de ar.

12 - O local correto da aplicação das vacinas é na tábua do pescoço, evitando as regiões de carnes nobres (linha dorso-lombar e pernil). Não vacinar em regiões do animal com presença de barro ou dejetos.

13 - Durante a vacinação, trocar de agulha com freqüência. Substituir imediatamente as agulhas com a ponta romba, aparência de sujas ou que tenham caído no chão.

14 - Ao comprar animais, verificar se foi vacinado contra as doenças mais importantes nas regiões de origem e destino. Na dúvida, revacinar duas semanas antes de transportá-los. Ao chegar à propriedade, isolar os animais de fora a mantê-los em quarentena durante o tempo necessário.


VACINAS OBRIGATÓRIAS E OPCIONAIS

De acordo com o médico veterinário Otávio Diniz, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Caprinos e Ovinos – PESCO (SP), a única vacina obrigatória para ovinos e caprinos é contra a raiva, mesmo assim, somente onde há incidência de casos e não é recomendada a vacinação contra Febre Aftosa. Para Diniz, o maior cuidado que se deve tomar na hora da vacinação é com o manuseio da seringa, pois uma vacinação feita de forma errada pode contaminar um rebanho saudável.


TABELA DE VACINAS

Febre Aftosa – proibida. (gera multa caso seja descoberta)

Raiva – Obrigatória de acordo com indicação das autoridades sanitárias da região. Vacinar em maio e novembro.

Clostridiose 1ª dose – Aplicada em cordeiros na desmama aos 2 meses de idade. Vacinar em outubro, novembro e dezembro, ou conforme os lotes chegam a esta idade.

Clostridiose 2ª dose – Aplicada como dose de reforço de 21 a 30 dias após a primeira dose.

Clostridiose – Aplicada nos cordeiros 1 ano após a dose de reforço e nas ovelhas como reforço anual pré parto.

Linfadenite Caseosa – Dose anual com reforço de acordo com orientação do médico veterinário.

Controle de Podridão dos Cascos – vacinação anual com reforço junto e controle por manejo de acordo com orientação do médico veterinário.

Ectima contagioso – Vacinação só pode ocorrer se houve surto, pois trata-se de um vírus vivo.

Obs 1: Há disponibilidade de outras vacinas no mercado e existem vacinas experimentais que não foram mencionadas nesta reportagem.

Obs 2: Colaboraram para esta reportagem o zootecnista João Elzeário Castelo Branco Iapichini e o médico veterinário Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues, ambos Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Apta Regional, Upd Itapetininga/SP.

Fonte: Jornal Cabra & Ovelha.

 
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