Home
 Equipe
 Galeria de fotos
 Histórico
 Localização
 O Rebanho
 Alimentação
 Catálogo de vendas
 Caprinforma
 Cotações
 Curiosidades
 Dicas
 Notícias
 Raças
 Receitas
 Sanidade
 Técnicas
 Web Links
 Livro de Visitas
 Contate-nos

Você pretende ampliar seu negócio de Caprinos?

Sim               
Não               

  

 
 
 
Advertisement
 
 
Haemoncus: Nosso Inimigo comum.   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
09 12 2007
O Haemoncus Contortus (origem la­tina; pronuncia-se "emoncus") é um para­sita que, ao entrar pela boca, vai percorrer o trato digestivo, mas se alojará no abomaso, também chamado de quarto estômago, onde provocará lesões hemorrágicas.
Por onde passa, o Haemoncus provoca, certamente, alto índice de mortalidade, pois sua propagação é muita rápida afetando caprinos e ovinos sem esco­lher idade, raça, sexo e nem mesmo sistemas de manejo ou região.

O parasita é transmitido pela ingestão de água ou forragem contaminadas. A água ou alimento pode conter grande quantidade de ovos, bastando um operá­rio encostar as botas já infectadas em matéria fecal, ou então um animal mergu­lhar a pata na água ou no alimento. De uma hora para outra, o Haemonchus de­senvolve resistência aos medicamentos e definitivamente parece não haver grande interesse pelos animais, nem ­mesmo para desenvolver trabalhos sérios de investigação.

Entre os sintomas, o que mais chama a atenção é uma inflamação de aspecto mole como uma bolsa de água sob a pele, embaixo da mandíbula (submandibular), que vem acompanhada sempre de uma forte anemia, finalizando em pros­tração e morte. Geralmente, não existe diarréia; pelo contrário, as fezes apresen­tam-se um pouco mais secas que o normal. O apetite fica inalterado até o ­último momento.

Nesta situação, para ter a certeza da presença do parasita, é melhor recor­rer às coprologias, atividade realizada pelos laboratórios veterinários. Nos luga­res mais afastados o serviço é prestado pelos centros de saúde que possuem microscópio e uma pessoa capacitada pa­ra fazer a coprologia.


Evolução

O ovo que sai do animal junto com as fezes, mede 80 por 45 micra, ou seja, é visível apenas com a ajuda de um microscópio. Uma fêmea pode pôr até 5.000 ovos diários. Depois de 19 horas es­tes ovos abrem-se e saem larvas que, dentro de 3 dias, têm capacidade de infec­tar. Então, a cabra come estas larvas no alimento ou na água e dois dias depois começa a sofrer hemorragias. Ingerida após 15 dias, têm sua maturida­de sexual aos 30 dias, começando-se re­produzir no organismo.

As cabras são bastante sensíveis a uma diminuição no volume de sangue, isso significa cuidado dobrado, pois 2 mil vermes são o suficiente para extrair 30 mLde sangue por dia, deixando substâncias anti-coagulantes nas feridas da mucosa, a qual produzirá hemorragia cons­tante. O verme chega a medir, apro­xima­damente, 2 cm no macho e 3 nas fêmeas.

O Haemoncus precisa de 20 a 25 dias no meio ambiente e, se não consegue entrar no organismo neste período, então, morrerá.

Se todo cuidado é pouco, algumas regras de manejo devem ser seguidas ri­gorosamente, tais como:

l Forragens - “cortar e adubar ho­je”. Ao cortar a forragem para a ração, o adubo permanecerá de 40 a 45 dias no chão, ou seja, as larvas necessariamente morrerão.

l Água - se mantida em ­recipientes pouco higiênicos, facilmente irá se contaminar. É preciso desinfetar a água de forma simples e econômica usando uma gota de hipoclorito de sódio para cada dois litros de água. É muito econômico.

l Manejo - caso prefira guardar o adubo faça um monte e jogue-o todos os dias durante um mês; depois deixá-lo ali e iniciar outro monte também por 30 dias. Ao terminar o segundo monte já poderá usar o primeiro, pois o último adubo que jogou ali já terá 30 dias. Assim pode ter a certeza de que não ­estará contaminado. Não é necessário ­revirá-lo, pois sendo um adubo frio pode empregá-lo fresco, recém-saído do curral. Se optar pelos montes, usar uma carroça para retirar o adubo. Quando estiver pronto, carregá-lo outra vez ao cultivo.

l Potreiros - considerar a seguinte conta: o verme põe 5.000 ovos por dia e o animal tem apenas 500 poedeiras no abomaso. Tem-se, então, 2.500.000 ovos por animal e por dia. Se o rebanho conta com 80 a 90 animais a situação não é cômica nem agradável.


Tratamento

De tudo o que já foi testado, o melhor resultado foi obtido com levamisol injetável em doses indicadas e com aplicação muscular. Nos animais menores o remédio pode ser ministrado de forma oral. Sintomas como salivação e tremores são problemas que desaparecerão em questão de minutos.

Este medicamento combate a doen­ça, mas pode também ser aplicado complexo B (ferro). Caso queira economizar, pode utilizar sulfato ferroso, pois os simi­lares são irritantes ao trato ­digestivo.


Fonte: Revista O Berro nº 101 - Pedro Álvaro Salazar é ovino-caprinocultor.
 

 
Voltar para Principal
 

Nós temos 32 convidados online

 
1574567 Visitantes

 
Alimentação
Confira a importância da alimentação, na criação de caprinos, dicas e MAIS !!!
 
Cotações
Sessão contendo as Cotações de Caprinos atualizadas...
Confira !!!
 
Dicas
Confira agora mesmo a nossa sessão de dicas
Clique aqui !!!
 
Receitas
Você quer conhecer algumas receitas de caprinos?
Acesse aqui !!!
 
Sanidade
Análise do rebanho para verificação de possíveis doenças.
CONFIRA AQUI !!!
 
Créditos
Créditos