Home
 Equipe
 Galeria de fotos
 Histórico
 Localização
 O Rebanho
 Alimentação
 Catálogo de vendas
 Caprinforma
 Cotações
 Curiosidades
 Dicas
 Notícias
 Raças
 Receitas
 Sanidade
 Técnicas
 Web Links
 Livro de Visitas
 Contate-nos

Você pretende ampliar seu negócio de Caprinos?

Sim               
Não               

  

 
 
 
Advertisement
 
 
Ingestão do Colostro Diminui Mortalidade em Caprinos e Ovinos   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
25 11 2007
O colostro é a secreção que acumula-se na glândula mamária nas últimas semanas de prenhez. De cor branco-amarelada, rico em proteínas, imunoglobulinas ou anticorpos, minerais e vitaminas, possui efeitos nutritivo, antitóxico e laxativo.

Apresenta gordura que é bem absorvida pelas crias, sendo importante fonte de energia atuando na regulação da temperatura corporal e na adaptação às condições ambientais.

Depois de haver-se formado em um ambiente estéril como o útero, os caprinos e ovinos recém-nascidos, encontram-se frente a fatores adversos do ambiente e de microrganismos causadores de doenças. Desta forma, além dos cuidados com o manejo sanitário, como o corte e a cura do umbigo, bem como a proteção das crias em local seco e higiênico, os recém-nascidos necessitam da ingestão do colostro logo após o nascimento, para o seu desenvolvimento saudável.

Ao nascimento, os caprinos e ovinos não têm anticorpos circulantes no sangue, consequentemente, a aquisição da imunidade depende da disponibilidade do colostro, da sua quantidade de anticorpos presentes e da absorção intestinal. A ingestão do colostro proporciona uma proteção imunológica passiva por transferência de anticorpos e vitaminas da mãe à sua cria nas primeiras semanas de vida, com o objetivo de favorecer uma defesa adequada contra as enfermidades. O amadurecimento dos órgãos da cria, responsáveis pela produção das células de defesa do organismo e anticorpos, toma pelo menos quatro meses para ocorrer, tempo este em que os animais permanecem em contato com microrganismos do ambiente.

Sistema de criação intensiva, que apresentava perdas de crias de caprinos e ovinos, revelaram aumento na taxa de mortalidade entre os animais que não mamaram o colostro. Animais que não têm acesso ao colostro vêm a óbito dentro de poucos dias após o nascimento, por razões como infecções, energia não disponível adequadamente e falta de termorregulação, levando à diminuição da temperatura corporal (hipotermia). É importante frisar que existe uma correlação negativa entre a quantidade de imunoglobulinas (colostro ingerido) e a mortalidade em neonatos, e uma correlação positiva entre o conteúdo de imunoglobulinas no sangue de cabritos com 48 horas de vida e seus ganhos de peso à desmama.

De maneira geral, a ingestão do colostro é necessária ao animal recém-nascido para a proteção contra as enfermidades, atuando na melhoria do ganho de peso e no metabolismo. Cordeiros privados de colostro são neutropênicos, ou seja, apresentam baixo número de células neutrófilos no sangue. Os poucos neutrófilos que existem no organismo são, em termos relativos, ineficientes para realizar o processo de destruição dos microrganismos denominado fagocitose. Com a ingestão contínua dos anticorpos e absorção destes, protege-se contra as enfermidades em geral, especialmente as entéricas. Entretanto, deve-se também levar em consideração outras medidas específicas, como a limpeza e higiene das instalações e o manejo adequado das crias.

Há três grandes causas pelas quais a transferência adequada de colostro pode fracassar. Primeiro, este pode ser insuficiente ou de má qualidade. Segundo, pode haver colostro em quantidade suficiente, mas a ingestão pelo recém-nascido é inadequada. Por fim, a terceira razão de fracasso é a falta de absorção pelo intestino, apesar da ingestão ser adequada e o colostro ser um alimento de boa qualidade.

As principais causas observadas na mortalidade em cordeiros, desde o primeiro dia até o sexto mês de vida, são: infecções respiratórias; desordens digestivas, como diarréia; inflamação de umbigo e da articulação e diminuição da temperatura corporal. Assegurar a ingestão do colostro e sua absorção pela cria é fundamental para a diminuição da mortalidade em um sistema de produção de caprinos e ovinos.

Atualmente, a única contra-indicação para o consumo de colostro natural, e que também está relacionado com o consumo de leite, diz respeito a transmissão de doenças infecto contagiosas às crias. Entre elas, podem ser citadas a Artrite-Encefalite Caprina a Vírus, a Micoplasmose, a Clamidiose, a Toxoplasmose, dentre outras.

Considerar a importância da administração do colostro para as crias de caprinos e ovinos, nas primeiras horas de vida, torna-se essencial para a sobrevivência dos recém nascidos. Esta fonte de alimento é de suma importância na prevenção contra os fatores adversos do ambiente, assim como, contra os microrganismos nele existentes.


Fonte: 18/12/2006 - Pesquisadores da Embrapa Caprinos - Francisco Selmo Fernandes Alves / Raymundo Rizaldo Pinheiro e Site Accoba.

 
Voltar para Principal
 

Nós temos 15 convidados online

 
2266505 Visitantes

 
Alimentação
Confira a importância da alimentação, na criação de caprinos, dicas e MAIS !!!
 
Cotações
Sessão contendo as Cotações de Caprinos atualizadas...
Confira !!!
 
Dicas
Confira agora mesmo a nossa sessão de dicas
Clique aqui !!!
 
Receitas
Você quer conhecer algumas receitas de caprinos?
Acesse aqui !!!
 
Sanidade
Análise do rebanho para verificação de possíveis doenças.
CONFIRA AQUI !!!
 
Créditos
Créditos