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O Boer Para Iniciantes   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
14 12 2005
1 – O que é um Boer?
O Boer foi desenvolvido na África do Sul para ser, exclusivamente, uma raça de corte.

Devido à intensa seleção acontecida nos últimos 50 anos - principalmente na África do Sul - o Boer pode ser considerado muito superior a qualquer outro caprino no tocante à produção de carne. Isso fez com seu nome se tornasse mundialmente conhecido, passando de "Bôer" para apenas "Boer".

2 - Para que serve o Boer?

O Boer foi seletivamente melhorado pela sua habilidade de produção de carne e pela garantia de transmitir essa característica para suas crias. É conhecido pelo rápido ganho de peso e forte musculatura, como também pela fertilidade. Como nos caprinos de clima desértico, geralmente as cabras Boer têm partos com duas crias. Além disso, o Boer apresenta outras características de interesse comercial, tais como: aceita pastagens rústicas, não reduz a tenacidade na progênie, podendo ser empregado como melhorador da aptidão cárnea em rebanhos mestiços mantidos em regime extensivo.

3 - O Boer serve para qualquer situação brasileira?

Como qualquer mamífero, o caprino pode ser selecionado para uma ou outra região. Não existe uma "raça" que sirva em todas as regiões do planeta. Assim, as raças exóticas são mais suscetíveis de fracassarem em certos ambientes, por falta de experiência dos criadores. O Boer, no entanto, foi produzido em clima semidesértico, de vegetação fraca e isso o qualifica para a maior parte do território brasileiro.

4 - O Boer poderá ter problemas de visão, diante das 3.000 horas de sol no Brasil?

Somente o semi-árido nordestino recebe 3.000 horas de sol. As demais regiões brasileiras situam-se entre 1.500 a 2.500. Além disso, o Boer vem sendo criado em regiões de gelo, onde o brilho é muito intenso e ali não houve prejuízo para a visão. Finalmente, cabe frisar que outras raças, no Brasil, apresentam pouca adaptação ao brilho celestial do Nordeste. Certas linhagens, portanto, ou certos indivíduos podem ser frágeis diante do excesso de luz, mas isso não deve condenar uma raça inteira.

5 - Posso importar uma cabra diretamente da África?

Sim, mas caso esteja atrás somente de algumas cabeças e acha que precisa de um animal "africano”, deveria pensar em comprar de um criador que já tenha importado animais diretamente. Além de ser bem mais barato, vai haver menos trabalho. Desde 1995, nos Estados Unidos, os animais importados são mantidos em "quarentena de observação" no próprio rebanho, para controlar qualquer chance de introdução da terrível doença "scrapie". As crias de animais com "scrapie" podem ser vendidas e levadas para qualquer lugar, multiplicando a doença.

6 - Por que o Boer atinge preços astronômicos?

Por causa da pouca oferta e muita demanda, e mais um pouco de psicologia. O mercado de animais exóticos sempre atinge níveis estratosféricos, no início. Isso aconteceu com o avestruz, com o Dorper, com algumas raças bovinas e até animais de estimação. Quando os avestruzes foram importados existiam pouquíssimos rebanhos no país. Demorou anos para que o mercado de criadores ficasse satisfeito. É diferente do Boer, pois este já encontrou no Brasil milhões de caprinos. Com a Transferência de Embriões e Inseminação Artificial, no entanto, os brasileiros passaram de poucas centenas para dezenas de milhares de Boer puro-sangue em apenas alguns anos. E as pessoas continuam importando cabras vivas. Psicologicamente, muitos exploram esse "mercado de animais exóticos", introduzindo alta tecnologia. É claro que, um dia, os preços cairão, mas só depois que a "fronteira agropecuária da raça" estiver esgotada. Isso vai demorar muito, no Brasil. Enquanto isso, os melhores criadores vão sendo reconhecidos: faz parte do mercado.

7 - Quanto custa um Boer?

Os preços estão muito altos? Nem tanto. Há raças leiteiras que atingem valores sensacionais. A diferença é que são poucas raças leiteiros contra muitos animais da raça Boer. Não foi diferente quando o Boer entrou nos Estados Unidos. De fato, em 1993, o preço de um Boer num leilão em Nova Zelândia e o transporte para os EUA variava entre 8 e 10 mil dólares (ou R$ 25 mil no Brasil). Na época, a imprensa dizia que os compradores que pagassem esses valores pela importação de um Boer deveriam passar um tempo num hospital psiquiátrico.  Em 1994, novas crias Boer estavam sendo vendidas por valores entre 7 e 10 mil dólares cada uma. Nesse ano, um macho puro-sangue foi vendido por 80 mil dólares, num leilão (R$ 200 mil, no Brasil). Este foi o maior preço nos EUA, embora tenham sido compradas "frações de animais", elevando o valor final para mais de 100 mil dólares! No verão de 1994, o mercado de Boer já havia caído para “somente” 25 e 35 mil dólares por animal. Num leilão no início de 1995, os machos Boer eram vendidos, em média, por 9 mil dólares a cabeça, enquanto as fêmeas por 11 mil. Os preços continuaram caindo durante 1995. À medida que mais cabritos atingiam idade de procriação e eram introduzidos no mercado os preços caíam - naturalmente.

8 - Quando os preços caem?

Normalmente, quando os criadores pensam em produzir carne, ao invés de produzir reprodutores. Os rebanhos de criação vão surgindo, pois a carne é um excelente negócio, e os criadores não irão pagar altos preços por um Boer puro-sangue. Eles poderão utilizar até reprodutores mestiços. Por que não? Nos EUA, num leilão, em Outubro de 1995, os preços pararam de cair e até melhoraram um pouco, com fêmeas sendo vendidas por 800 até 1.500 dólares por cabeça e machos adultos com média de 2 mil dólares.

9  – Se os preços vão abaixar ainda mais, eu deveria esperar que tal acontecesse?

Diz o antigo ditado pecuário: “Você tem o que você paga”. Depois do furor do período inicial de preços altos as pessoas começam a abrir os olhos e a ser mais seletivas em relação aos animais. Compradores não irão pagar altos preços só porque uma cabra é branca com cabeça vermelha, ou porque alguém diz que é Boer. A qualidade começa a ser exigida. Nesse tempo, o Boer será vendido por algumas centenas de dólares, como animal comum. Já o Boer de alta qualidade, tanto machos como fêmeas - com conformação e massa muscular, comprovada sua habilidade em transmitir esses genes - continuarão, sempre, a serem vendidos por preços bem mais altos, exatamente como em qualquer outra raça. O Brasil está cheio de Nelore - muitos não atingem sequer o preço em carne - e, no entanto, é a raça que atinge preços estratosféricos nos leilões, para os animais de elite.

10 - Eu preciso do Boer no meu rebanho para ser um produtor bem sucedido de carne caprina?

De forma alguma. Qualquer um pode se dar bem criando e vendendo carne de caprino, pois o mercado é francamente comprador. Ninguém irá perguntar se a carne é de animais selvagens, magros, rústicos ou sem melhoramento. A indústria de carne caprina, no entanto, está em processo de desenvolvimento e expansão. Logo estará exigindo carne de boa qualidade e, então, é bom estar preparado. A melhor maneira para isso é utilizar, desde já, a raça mais especializada do planeta: o Boer. Mais cedo ou mais tarde, todos irão adicionar um macho Boer ao rebanho para produzir animais com muita carne. Continuarão existindo, no entanto, os nichos "ecológicos", com raças nativas, como tem sido divulgado pela Revista Brasileira de Caprinos & Ovinos (O Berro).


Fonte: Revista O Berro nº 83 - Outubro de 2005.


 
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