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A Mastite e a Qualidade do Leite de Cabra   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
13 07 2005
As perdas observadas na produção de leite de cabra ocasionadas pela mastite, demonstram a importância econômica desta enfermidade para a exploração.

A mastite causa prejuízos ao caprinocultor que vão desde a perda direta pela rejeição na recepção do leite, redução na produção até a possibilidade de perda do animal. As perdas na produção de leite de cabras portadoras de mastite subclínica, de acordo com o grau de infecção, variam de 55 a 132 kg de leite/ano e uma perda de 3 g de gordura/kg de leite por animal ( Baudry et al., 1997 ).

A mastite, resultante da inflamação da glândula mamária, em geral, é causada por microrganismos, principalmente bactérias dos gêneros Streptococcus spp ., Staphylococcus spp ., Mycoplasma spp ., Corynebacterium spp . e outros. De ocorrência mundial, a mastite apresenta-se com alterações no tecido glandular e no leite, aumentando a sua importância na medida em que se intensifica o regime de criação. 

Fatores predisponentes

Em condições normais, a glândula mamária possui microrganismos patógenos que representam risco de contaminação da mesma. O leite retido no úbere, resultante da ordenha incompleta - especialmente na cisterna da teta - constitui importante meio de cultura para a proliferação de germes e que, somados à inadequada higiene na ordenha e antissepsia do úbere, concorrem para a instalação da mastite ( Krug et al., 1990 ), sendo o ordenhador uma das principais fontes de contaminação na produção de leite de cabra. 

Os sintomas

A mastite pode apresentar-se nas formas clínica e subclínica. Na forma clínica, podem ser observados edema (inchaço) e uma vermelhidão do úbere, que indica a fase inicial da doença, com elevação da temperatura e alterações no leite, como coágulos e traços de sangue (leite "azedo"). A acidez do leite de cabra é atestada pelo percentual de ácido lático  expresso em graus Dornic que, em condições normais, deve apresentar-se entre 15 e 18 ºD.

Na mastite subclínica, a cabra não apresenta sintomas visíveis. O leite possui aspecto normal, o que contribui para a disseminação da doença no rebanho. 

Diagnósticos e tratamento

O diagnóstico das mastites clínicas baseia-se na observação dos sintomas característicos. Na forma subclínica da doença, a redução na produção de leite é um forte indicativo necessitando, porém, da confirmação através de testes laboratoriais e CMT (California Mastitis Test).

O tratamento deve ter como base principal a identificação do agente causador da doença, através de exames laboratoriais (antibiograma). Devido, no entanto, à dificuldade da maioria dos produtores em dispor de tais recursos, pode-se fazer uso de antibióticos à base de penicilina associada à estreptomicina, oxitetraciclina e anti-inflamatório.

Controle da mastite caprina

As medidas a serem consideradas para um Programa de Controle da Mastite Caprina devem contemplar práticas que estejam relacionadas às diversas etapas da cadeia produtiva do leite, objetivando o controle de microrganismos presentes em três situações distintas na rotina da propriedade e que se referem aos animais, à ordenha e ao ambiente.  

Medidas concernentes aos animais:

- Monitoramento como prevenção ao surgimento de novas infecções, através da utilização dos testes laboratoriais, como a contagem de células somáticas (CCS), o exame bacteriológico do leite e o CMT. O teste, através do CMT, é feito utilizando-se uma bandeja apropriada, na qual um produto reagente é misturado ao leite em partes iguais. Este teste deve ser realizado pelo menos uma vez por mês como forma de controle do nível das infecções no rebanho.

- A redução do período das infecções possui importância na diminuição da prevalência das infecções no rebanho ( Brito, et al., 1998 ). A inspeção de rotina e o pronto atendimento aos casos clínicos confirmados constituem ferramentas decisivas para essa finalidade.

- O controle rigoroso da entrada de animais no rebanho deve ser precedido de cuidadosa avaliação a respeito da propriedade de origem dos mesmos quanto ao histórico de mastite no criatório.

- Descarte de animais com infecção crônica ou tratados por mais de uma vez sem obtenção de sucesso e seleção de matrizes que demonstrem maior resistência às infecções.

Práticas direcionadas à ordenha:

Como medidas preventivas, deve-se manter a sala de ordenha limpa e desinfectada. Antes de dar início à ordenha, o ordenhador deve estar com unhas aparadas e, usando roupas limpas, lavar as mãos antes de ordenhar cada cabra. Lavar as tetas dos animais com solução desinfetante à base de iodo com água e enxugar com papel-toalha. Ao final da ordenha, imergir as tetas em solução de iodo glicerinado.

Os três primeiros jatos de leite devem ser desprezados, por conter elevado número de colônias de bactérias, sendo coletados em caneca telada para verificação de possíveis alterações no produto. Confirmadas alterações no leite, a cabra deverá ser separada e ordenhada por último e o seu leite inutilizado. O animal deverá ficar sob observação e tratamento.

Na ordenha mecânica, lavar os tubos com água quente, antes e depois da ordenha, e com solução desinfetante sempre que mudar de animal.

Adoção da seguinte linha de ordenha:

1º - Animais sadios de primeira lactação;

2º - Cabras mais velhas que nunca tiveram mastite;

3º - Fêmeas velhas que já tiveram a doença e foram tratadas;

4º - Cabras portadoras de mastite, iniciando pelos casos menos graves e pelas tetas menos comprometidas. O leite dessas fêmeas deve ser desprezado.

Por se tratar de alimento rico em nutrientes, o leite constitui-se em excelente meio para a proliferação de microrganismos que se multiplicam rapidamente em condições de temperaturas elevadas, causando a acidificação do produto. Faz-se necessário, portanto, a redução da temperatura do leite para 2 a 5° C até duas horas após o término da ordenha. O transporte deve ser efetuado em condições de refrigeração.

Medidas relacionadas ao ambiente:

Para definir o controle das mastites ambientais, devem ser considerados alguns fatores que exercem influência decisiva, como o estágio da lactação, a estação do ano, a estabulação dos animais, o manejo e a higiene.

Nos meses de chuva, elevam-se os riscos de ocorrência de novas infecções nas fêmeas lactantes, especialmente nos casos de superlotação nas áreas de abrigo.

O Mercado

O leite de cabra e seus derivados começam a despontar como alimentos de alta qualidade biológica, reconhecidos pela alta digestibilidade, baixos teores de colesterol e elevado teor de proteína, sendo o que mais se aproxima do leite humano. O mercado para o leite fluido tem apresentado um crescimento razoável e com boas perspectivas de crescimento, considerando um déficit estimado da ordem de 5,9 milhões de litros/ano, segundo pesquisa Sebrae/APEX.

Torna-se, portanto, condição sine qua non, o controle dos casos de mastite nos rebanhos para o desejado atingimento das metas de produtividade e qualidade, com controle dos custos de produção, necessárias para a inserção e manutenção dos produtos no mercado.

Nilton Cavalcanti - é Médico-veterinário, Consultor em Ovinocaprinocultura


Fonte: Revista O Berro Nº 78 de Junho/2005.


 
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